domingo, 21 de dezembro de 2008

É amor?


Aconteceu de novo, e dessa vez o caso parece sério. Estou completamente apaixonada! Acordo no meio da noite pensando nele, ou vou dormir depois das 4hs, lendo seus escritos ou o que escreveram a seu respeito. E mesmo esse amor sendo platônico (me refiro a concepção popular, grosseira, diferente do amor puro e desprovido de paixão de Platão), ele me alimenta, me inquieta e me faz querer desvendar "lacunas". Uma pena não falarmos a mesma língua, adoraria ser uma helenista neste momento. Já sentia grande admiração por esse homem, mas um livro (ainda não terminei, estou quase) me fez querer saber mais respeito dele, e me fez enxergar o homem por trás de suas obras, o livro foi indicação do meu professor de Tecnologia Educacional, Jarbas Novelino, chama-se "Aqueles Cães Malditos de Arquelau" de Isaias Pessotti.
Agora vou revelar o nome de meu enamorado...

Eurípedes (do grego antigo: Εὐριπίδης), sim, ele mesmo, o último dos três grandes autores trágicos, aquele que Aristófanes perseguiu com suas críticas severas, homem apaixonado pela verdade racional, a frente de seu tempo, incompreendido, pensador humanista... enfim, ainda há muito o que desvendar dessa figura que conheço tão pouco, mas que já tem feito meu coração acelerar aos bocados...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Longa jornada

(Obra: Camponesa com vara de Camille Pissarro)

...e quando ela fincou seus pés na terra, alcançou o céu...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dia de faxina

(Obra: Moça a janela, de Salvador Dali)
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Hoje eu acordei com vontade de rever sentimentos e atitudes, fazer uma limpeza geral para voltar a sorrir com mais inteireza.
Abri as janelas, deixando o sol inundar todos os ambientes, evidenciando as belezas, e as manchas de sujeira e mofo. Tudo ficou exposto.
Então comecei por, constatando as minhas deficiências, me perdoar, sem ficar lamentando o fato de eu ser imperfeita, mas exaltando o de ser humana, que me possibilita refletir sobre meus erros para transformá-los em aprendizado.
Também esclareci sentimentos e desculpei covardias, sem julgamentos e pela via amorosa.
Havia muita sujeira acumulada sob os móveis, tapetes, pessoas. Sujeira antiga, daquelas que a gente esfrega, esfrega, mas elas teimam em continuar lá. Essas eu não consegui limpar. Mas foi importante entrar em contato com elas.
Resolvi me preparar para as mudanças que eu sinto que estão a caminho. Fui generosa comigo, e me enxerguei com muito mais amor. Dei-me conta que sou uma pessoa muito especial, mesmo com minhas imperfeições, mas exijo tanto de mim que acabo me esquecendo de me admirar de vez em quando.
Outra descoberta importante, foi perceber que eu cobro muito das pessoas atitudes que eu teria, e isso é péssimo, nessa sujeira precisei colocar água sanitária... rs...
Obviamente que este dia de faxina é simbólico, pois há dias estou refletindo sobre estas questões, que estavam acumuladas principalmente no quartinho da bagunça que fica localizado na região central de "minha residência".
O que vai mudar? Não faço a menor idéia, mas o ato de refletir e buscar uma transformação já é um bom começo, acredito.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mudanças a caminho


"Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece." Isso nunca foi tão certo quanto agora parece ser...
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O que eu faço agora?
Pra onde eu vou, hein?
Começo a sentir os primeiros pingos da chuva, o tempo está mesmo mudando...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

companhia desagradável


Desconfio que os pernilongos estão ficando mais inteligentes!! Eles estão adquirindo a capacidade de ficarem invisíveis, além de saberem a hora de zumbir(quando estamos quase dormindo com a luz apagada) e a hora de se fingir de morto(quando acendemos a luz, já a beira de um ataque de nervos).
Temos que tomar cuidado, eles estão se organizando, podem tomar o poder a qualquer momento!!!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

ALERTA: naturalidade excessiva


Eu tenho problema com excessos, sempre tive. Com pessoas boazinhas demais, felizes demais, alegres demais, saudáveis demais, mas também desconfio das que são infelizes em tempo integral, que acham que o mundo as persegue, que são egoístas num nível que beira o sobre-humano. Eu tenho muito desses extremos, talvez por isso desconfie tanto deles. A questão é que ultimamente tudo tem parecido normal demais em minha superficial e restrita lógica. Será que é isso o que chamam equilíbrio?
Passo pelas pessoas, coisas, fatos e atos e sinto tudo de uma maneira muito natural, parece que tudo está onde deveria estar mesmo. Isso ao mesmo tempo me preocupa e alivia. Vem acontecendo de um ano pra cá, é uma sensação estranha de calma, que dificilmente é rompida.
Preocupa-me quando penso que isso parece um pouco uma forma de acomodação, e alivia quando percebo que continuo lutando pelo que acredito, mas minhas armas são outras, pessoas são o que são, agem como agem e eu as aceito, sem hipocrisia, as aceito. E se me magoam, eu calo, perdôo, porque provavelmente se não as magoei, pode ser que um dia, mesmo sem querer, eu o faça. E faço sempre.
Acho a morte natural, a doença, as alegrias e tristezas, os amores e tudo o que vem com eles, incluindo intrigas, paixões e mágoas. É natural amar, sofrer, sentir arrepio quando está frio ou excitado, ter ciúmes, querer pra si o que te faz bem, morrer de saudade, ter celulite e gordura localizada(até as magras tem), é muito natural sentir carência, medo, raiva, até desespero. Se achar feia, linda, boba, ter atitudes corajosas e covardes. É natural se esconder da chuva, mas também é natural se molhar e brincar com ela.
E natural que eu tenha muita coisa ainda pra aprender, que eu erre muito e acerte as vezes. Que eu ame sempre. E isso eu faço, e faço mesmo, com toda a verdade, dentro das minhas contradições.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Na natureza selvagem


Acabo de assistir ao filme "Na natureza selvagem"(Into The Wild, 2007), inspirado no livro de Jon Krakauer, sobre a vida de Chris McCandless. A trilha é composta por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Deam, o roteiro e a direção é de Sean Penn. Uma bela combinação que resultou num road movie bem interessante. A incrível fotografia do filme é de Eric Gautier, o mesmo de Diários de Motocicleta.
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Apesar de ter alguns pequenos momentos do filme que eu diria ao montador, se eu fosse a diretora: "Olha, faz de conta que eu não filmei isso!!", vale muito a pena, pela reflexão, pela fotografia, pela trilha, pelas interpretações, pelo roteiro, enfim, pelo que é.
A sinopse é basicamente a de um jovem de seus 23 anos que largou sua vida estável para partir em busca de aventura e liberdade. Deixou para trás também a sua própria identidade, rebatizando-se Alexander Supertramp, e quanto mais distante de "casa" mais se aproximava de si. Seu destino era o Alaska selvagem, ele achava que tudo o que precisava para ser feliz era viver na e da natureza, mas foi constatando aos poucos que "a felicidade só é real quando compartilhada".
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Bom, eu acredito muito nisso!! Que graça tem contemplar um pôr-do-sol, se eu não puder compartilhar silenciosamente com alguém que estimo, um momento tão sublime?