sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quem Vem Lá


Gente, hoje tem estréia dos amigos Rodolfo Amorim, que dirige o espetáculo, e Clayton Mariano, fundador do grupo Tablado de Arruar, e um dos atores da peça. No Sesc Paulista às 19:30, ficará em cartaz até 13 de dezembro. Bora lá ver???

domingo, 25 de outubro de 2009

O fantástico mundo de Lélia


Adoro a brisa marinha, mas adoro também o mar mesmo quando não há brisa, sou feita de contradições, que me irritam e me divertem, aprendi a improvisar com o pouco ou o muito que me é disponibilizado. Se houver sol, coloco biquíni e vou me bronzear, mas se a chuva aparecer, pulo poças, admiro as gotas escorrendo nos vidros das janelas e me delicio com o perfume da grama molhada.
Agora, quando o assunto entra no campo da espécie humana eu me complico, me sinto como uma criancinha sendo alfabetizada. Ora “decido” esquecer, ora “decido” lembrar, às vezes “decido” desistir, mas também “decido” insistir.
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Hoje decidi me gostar, e pra isso precisei dar “pití”. Desisti de viver amores platônicos, de persistir em ter esperança quando tudo me leva a crer que não há o que esperar. E não estou sendo pessimista, somente enxergando com mais clareza alguns sinais tão óbvios.
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Algumas resoluções são divisores de águas, e parece mesmo que o sol volta a brilhar quando decidimos...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Não atire o pau no gato!

Algumas músicas a gente canta mas não ouve o que canta.
Esses dias eu, madrinha babona, resolvi cantar pra pequena Elisa, canto pra ela desde que nasceu, mas acreditem, nunca havia cantado “Atirei o pau no gato”, pois nesse dia a cantiga me veio à cabeça e eu comecei: Atirei o pau no gato to, MAS o gato to, não morreu reu reu. Nessa parte parei!!!
Ok, essa música é muuuuuuuito cruel, o “MAS”, soa como “infelizmente”, e a louca da dona Chica ao invés de socorrer o pobre do gato, fica parada admirada com o berro dele. Vou atirar um pedaço de madeira na cabeça dela pra ver se ela não berra.
Pois é, acho que nunca mais vou cantar ou ensinar ninguém a cantar essa música. Traumatizei! Rs...

domingo, 18 de outubro de 2009

Cheguei!

Só pra esclarecer, eu não estava em crise, estava sem computador. Estou de volta, mas ainda tenho que pensar em algo pra postar.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Gigantes


Tenho poucas lembranças da minha infância, mas como acontece com todos nós, as vezes um cheiro, uma imagem, um som me transporta para aqueles longínquos tempos, e mergulho, por alguns segundos, nessas lembranças, ora inspiradoras, ora dolorosas, mas sempre reveladoras. Lembranças que nos fazem perceber quão próximo ou quão distante estamos de nossa essência (normalmente distantes, não?). No entanto, é um puxão de orelha tão sutil (daqueles que a gente torce pra levar porque sabe que depois virá o afago), que é preciso ficar alerta quando algo desse tipo acontece, principalmente com alguém tão desligadinha como eu...
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Tudo isso pra dizer que me lembrei de um pensamento de infância, eu devia ser bem novinha: Eu achava que era filha de gigantes, meus pais eram gigantes, como todos os adultos e que a distância entre nós só iria aumentar.
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Enganei-me, essa distância só diminuiu, em todos os sentidos. Mas meus pais continuam sendo gigantes pra mim, pela dedicação, coragem e luta incansável. Trancos, barrancos, tropeços, e eles continuam firmes, por perto, pra mim. Perfeitos dentro de suas imperfeições (que eles não escondem). Gigantes, meus gigantes, amados e algumas vezes temidos gigantes. Amo, respeito e agradeço sempre.
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(Imagem: Escultura hiper-realista do australiano Ron Mueck)

domingo, 27 de setembro de 2009

Relax


Colhi e comi amora, pitanga e jabuticaba no pé, conheci um lindo mosteiro, fiquei junto de pessoas que amo, tive um sonho erótico(não direi com quem, óbvio) e me deliciei com um bolo de brigadeiro.
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O fim de semana foi algo parecido com felicidade pra mim.
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Ainda não terminei o livro do Gikovate.
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(Imagem: do Mosteiro onde estive)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Gikovate


Estou lendo um livro do Flavio Gikovate, um médico psiquiatra formado pela USP, trabalha com psicoterapia breve e á autor consagrado de muitos livros no Brasil e no exterior. Confesso que esse é o primeiro livro dele que leio e já me tornei fã. “Uma história do amor com final feliz” trata da questão do amor de maneira interessante e consistente e, longe de ser um mero livro de auto-ajuda, ele faz um estudo das bases do amor desde o nascimento do ser e o que carregamos desse amor pela vida afora. Também fala da questão do Amor X Individualidade e da confusão que costumamos fazer entre amor e auto-estima.
Ele começa o livro dizendo que nosso primeiro e grande trauma é nascer, e passamos a vida tentando superar esse trauma. Estamos lá no bem-bom do útero, mãe e filho são um só, nota-se aí a questão de completude (passamos a vida “adulta” procurando voltar a sentir essa mesma sensação de aconchego). No útero “o cérebro não opera além do essencial. Assim, não havendo problemas, o único registro é o da serenidade.” Quando de repente somos “jogados” pra fora. O bebê nasce chorando porque dói mesmo, “não resta a menor dúvida de que nascer é uma transição pra pior!” A criança se sente desamparada, e essa dor é amenizada com a atenção e cuidados da mãe, que passa ser “aquela pessoa especial cuja a simples presença já parece trazer boas-novas”.
Pois é, aí começam nossos problemas amorosos... que piora com a formação da individualidade. Porque nesse momento o desejo do aconchego (colo da mãe) passa a “brigar” com a individualidade (o brincar), que pressupõe descer do colo da mãe, ou seja, abrir mão do aconchego, da paz, em prol de um desejo individual.
Eu nem preciso dizer, que essas questões se repetem, se repetem ao longo de nossa vida adulta, só mudando os interlocutores, que substituímos por nossos parceiros amorosos. Ai, ai, ai gente, tá tudo errado, precisamos superar esse trauma de nascer. Mas sem essa de “Amar a si próprio pra depois amor o outro”. Segundo o autor, e que eu concordo plenamente, costumamos confundir auto-estima, com amor. Mais um erro!!!!! “Auto-estima é um juízo de valor, e não um sentimento. O sentimento amoroso, em sua versão original é visceral, automático, relacionado com a simbiose uterina” Gente, AMOR TEM OBJETO!!!!!! Quem ama, ama alguém (ou alguma coisa vai...)
Bom, apesar de já estar recomendando o livro, ainda não terminei de ler, portanto, se houver outras considerações a fazer, volto a postar sobre o assunto, ok?
Quero saber o que acham desse olhar, comentem!!!!
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(Os trechos entre aspas foram retirados do livro em questão)