
Estou lendo um livro do Flavio Gikovate, um médico psiquiatra formado pela USP, trabalha com psicoterapia breve e á autor consagrado de muitos livros no Brasil e no exterior. Confesso que esse é o primeiro livro dele que leio e já me tornei fã. “Uma história do amor com final feliz” trata da questão do amor de maneira interessante e consistente e, longe de ser um mero livro de auto-ajuda, ele faz um estudo das bases do amor desde o nascimento do ser e o que carregamos desse amor pela vida afora. Também fala da questão do Amor X Individualidade e da confusão que costumamos fazer entre amor e auto-estima.
Ele começa o livro dizendo que nosso primeiro e grande trauma é nascer, e passamos a vida tentando superar esse trauma. Estamos lá no bem-bom do útero, mãe e filho são um só, nota-se aí a questão de completude (passamos a vida “adulta” procurando voltar a sentir essa mesma sensação de aconchego). No útero “o cérebro não opera além do essencial. Assim, não havendo problemas, o único registro é o da serenidade.” Quando de repente somos “jogados” pra fora. O bebê nasce chorando porque dói mesmo, “não resta a menor dúvida de que nascer é uma transição pra pior!” A criança se sente desamparada, e essa dor é amenizada com a atenção e cuidados da mãe, que passa ser “aquela pessoa especial cuja a simples presença já parece trazer boas-novas”.
Pois é, aí começam nossos problemas amorosos... que piora com a formação da individualidade. Porque nesse momento o desejo do aconchego (colo da mãe) passa a “brigar” com a individualidade (o brincar), que pressupõe descer do colo da mãe, ou seja, abrir mão do aconchego, da paz, em prol de um desejo individual.
Eu nem preciso dizer, que essas questões se repetem, se repetem ao longo de nossa vida adulta, só mudando os interlocutores, que substituímos por nossos parceiros amorosos. Ai, ai, ai gente, tá tudo errado, precisamos superar esse trauma de nascer. Mas sem essa de “Amar a si próprio pra depois amor o outro”. Segundo o autor, e que eu concordo plenamente, costumamos confundir auto-estima, com amor. Mais um erro!!!!! “Auto-estima é um juízo de valor, e não um sentimento. O sentimento amoroso, em sua versão original é visceral, automático, relacionado com a simbiose uterina” Gente, AMOR TEM OBJETO!!!!!! Quem ama, ama alguém (ou alguma coisa vai...)
Bom, apesar de já estar recomendando o livro, ainda não terminei de ler, portanto, se houver outras considerações a fazer, volto a postar sobre o assunto, ok?
Quero saber o que acham desse olhar, comentem!!!!
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(Os trechos entre aspas foram retirados do livro em questão)